
Depois de descobrir o Stuxnet em Julho, a Kaspersky lançou mãos à obra e alertou a Microsoft sobre este worm que pode até parar um país inteiro, uma vez que pode ser usado para atacar e paralisar fábricas, sistemas de semáforos ou mesmo a produção de energia de um país.
Segundo a Kaspersky, o Stuxnet é um worm que tem como principal objectivo a execução de controlos em sistemas industriais que operam com WinCC (e dispõem de conexões a computadores com sistemas operativos da Microsoft). Algumas das vulnerabilidades no Windows que permitem ao Stuxnet chegar ao WinCC estão já resolvidas.
Os responsáveis da Kaspersky informam também que foi possível eliminar o ponto de controlo deste worm na Internet, mas lembram que se desconhecem os "estragos" causados em máquinas que possam já estar contaminadas. Até porque o Stuxnet se propaga através do browser e também pelas pens USB, e está preparado para se esconder dos tradicionais softwares de segurança, através rootkits.
Stefan Panase admite mesmo que algum país possa estar por trás da criação do Stuxnet, porque segundo ele: "Nunca foi visto tamanho grau de sofisticação. Este worm exigiu muitos recursos técnicos e humanos".
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